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Momento de Sabedoria

Semana Santa - 2015



“Eu vim para servir” (Mc 10,45)

Semana Santa, a Igreja Católica convida a todos os seus paroquianos e a toda e qualquer comunidade que deseja expressar os sentimentos mais profundos de cristão, para juntos refletirmos sobre: a Perseguição, o Julgamento, a Morte e a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Bem sabemos que todas as semanas são santas desde a criação do mundo, “e no sétimo dia Deus Descansou”... Podemos encontrar toda a narrativa da criação do mundo no livro do Gênesis. Mas, no momento, não é isso que quero dizer, mas sim, expressar o sentimento de que cada semana santa é um momento singular na vida do ser humano, particularmente do católico, a oportunidade de parar e refletir sobre sua vida, sua família, e sua fé naquilo que professa.

Por isso, a Igreja , reveste-se no tempo quaresmal de roxo, para sinalizar que é um tempo de reflexão e recolhimento sobre a própria vida, a vida em comunidade; e se perguntar em que condições vivem o ser humano e o que podemos fazer de concreto para melhorar a condição de vida dos excluídos.

A semana Santa , inicia-se com o com o domingo de Ramos, o povo crente sai às ruas para manifestar publicamente a sua fé, e leva em suas mãos, como símbolo de vida nova e de esperança, ramos de palmeiras, de oliveiras, e ervas medicinais etc. Esse momento de expressão de fé é o sinal de que ainda o povo de Deus acredita que mudanças possam ocorrer na vida pessoal e social e, entre elas, o que o povo mais clama no momento é pela PAZ.

- A PAZ não mora fora de nós, o seu principal logos está em nós, é do eu que ela deverá emergir e contagiar a cada um dos nossos familiares, amigos , sociedade, instituições públicas e privadas e atingir os nossos inimigos sem feri-los com ferimento de morte , mas de vida, vida que por diversas questões sociais, familiares e pessoais nunca tiveram a oportunidade ou a vontade de experimentar.

A liturgia da Igreja Católica traz em sua envergadura religiosa a riqueza dos ritos que leva-nos a oração e a transcendência necessária para estarmos em contato com o Deus da Vida, com seu Filho Amado e com toda Igreja da qual somos e nos sentimos membros. Não um simples membro associativo, mas membros que partem da cabeça de quem a rege e do qual o nosso líder maior é Jesus Cristo o Filho único de Deus.

A quinta feira Santa é o momento da despedida daquele inocente que será entregue por um de seus amigos e negado por outros. Mesmo assim, Jesus Cristo não deixa de convidar a todos os seus para a grande ceia, para última ceia nesta vida terrena.

Em uma sala de jantar, emprestada por um amigo que não estará presente, é que a memória da sua passagem por este mundo vai se perpetuar entre todos os cristãos e muito incomodar os não cristãos.

O banquete de Jesus Cristo, resume toda a sua vontade realizada até aquele momento, a hora é chegada. Ele tem a missão voltar à casa do Pai, de onde veio. A sua despedida entre os seus amigos será marcada com o gesto da comensalidade, como diz Boff:

(...) O comer juntos, solidários uns com os outros, representa a suprema realização humana, chamada de céu. E o inverso, a vontade de comer, mas egoisticamente, cada um para si, realiza a suprema frustração humana, chamada de inferno. (...)

A igreja desejosa em fazer a memória de Cristo, através do nosso pastor o Papa Francisco em comunhão com todos os seus ministros, religiosos, religiosas e todo povo de Deus, quer nesse dia, de gloria e alegria, levar aos povos mais longínquos da terra a comensalidade central do corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, representada nas espécies do Pão e Vinho, fruto do trabalho humano. Espécies, que através da consagração e da nossa fé,  tornam-se a esperança da caminhada da Igreja e todo o povo de Deus que dela comunga.

Muitos irmãos (as) de outras crenças dizem que diante dessa comensalidade do corpo e sangue de Cristo somos “antropófagos”. Não, não é antropofagia. Mas sim, a mais pura comensalidade e partilha que Jesus Cristo nos deixou por herança na última ceia.

Sexta feira Santa, conhecida popularmente como o “dia do bacalhau”, mas ao preço que vai é dia de jejum de verdade para muitos de nós brasileiros acostumados a jejuar o ano inteiro. O seu significado não é só dia de jejum, mas sobre tudo dia de reflexão sobre tantos mortos nas guerras pelo poder e de tantas outras violências que vem ocorrendo no mundo e de modo particular no nosso país.

O momento da procissão do Senhor Morto, ainda hoje, na era tecnológica, a tradição religiosa popular sobrevive graças aos devotos (as) que acompanham o caixão com rezas, cantos de lamentação, velas, promessas etc. Transmitindo, não somente a sua dor pela perda do ente querido, mas também, refletindo sobre a crueldade e injustiça que os senhores do poder ainda provocam e cometem contra os indefesos em pleno século XXI.

Graças a Deus que existe o sábado de Aleluia! e a Páscoa da RESSURREIÇÂO, essa profissão de fé pessoal e comunitária de ressuscitar  leva-nos a buscar o novo em nossas vidas, servir e se por a serviço do outro a cada dia e, assim entre fagulhas e pontas de agulha, a humanidade caminha em busca da PAZ.

Feliz e Santa Páscoa no Cristo Ressuscitado!

Professor Luiz Antonio Rodrigues

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